segunda-feira, 17 de junho de 2013

Conteúdo de Roma Antiga / História - CEBSJ (1003/1004)

Olá queridos estudantes!!

Conforme prometido segue abaixo os conteúdos relacionados de História sobre Roma Antiga.

Bons estudos e uma boa prova!

Abraços!!

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Continuação da matéria - Roma Antiga:

O 1o TRIUNVIRATO:
. Pompeu, Crasso e Julio César: aliança ocorrida em 60 a.C. (esta aliança de generais do exército romano criou um sentimento oposicionista do Senado, mas nada poderia diante desta aliança os senadores fazerem).

. César, em 59 a.C., foi eleito cônsul geral de Roma (encarregado de colocar em prática as determinações do triunvirato)

. César ficou 9 anos na Gália (59-50 a.C.) - afim de conter as rebeliões gaulesas, e utilizando de sua genialidade militar-estratégica, César conseguiu importantes vitórias, e consequentemente o apoio do povo romano.

. No entanto, muitas rebeliões (ex.: Spartacus e a rebelião dos escravos em Roma), além das dificuldades dos plebeus, tornaram-se mais intenos.

. Pompeu provocou um golpe e retirou o consulado de César, assumindo sozinho o posto, o que provocou uma guerra civil, envolvendo os 2 generais, e apesar do assassinato de Pompeu em 48 a.C., somente em 45 a.C. é que César conseguiu conter os rebeldes e assumir sozinho o poder. Com isso, César assumiu o poder com um novo Senado e um exército totalmente fiel e bem treinado.
OBS: Enquanto a república romana nasceu pela igualdade política e de interesse dos patrícios, o Império Romano nasceu pelo jogo político, pelas traições e vaidades de suas lideranças políticas e militares. Entretanto, os interesses pessoais estavam acima dos interesses do povo, que constantemente eram lançados em guerras com o ojetivo claro das lideranças perpetuarem o poder.

. Júlio César manteve-se no poder até 44 a.C., quando mudou as leis romanas, fazendo com que houvesse maior centralização do poder nas mãos do Imperador (César autointitulou-se DITADOR), formando um regime político autoritário, e esvaziando definitivamente o poder do Senado, que apesar de sua influência política, não tinha mas o predomínio do poder.
OBS: Júlio César não possuía qualquer apreço com a estrutura política republicana e sobretudo pela Constituição (leis maiores do Estado romano), por considerá-la inadequada para governar o Império, assim formado, muito extenso. Isso porque o Império foi formado pelos MILITARES, e NÃO pelos POLÍTICOS DO SENADO.

. Em 44 a.C., César foi assassinado por defensores do Senado. Sua morte provocou uma perseguição ferrnha aos assasinos, e não provocou consequentemente o retorno da estrutura repulicana, muito pelo contrário, acirrou os interesses dos generais militares a defender os interesses do líder morto, além de tr também provocado uma comoção no povo pela morte de seu carismático líder.

. Com a morte de César houve a formação de um novo triunvirato.


O 2o TRIUNVIRATO:

. Formado pelos líderes Marco Antônio, Lépido e Otavio (sobrinho de Júlio César)

. Houve a tentativa de uma governança em conjunto, mas a ideia tornou-se insustentável devido a todas as divergências políticas e de interesses existentes.

. Otávio buscou a unificação do poder e partiu para o enfrentamento com as demais lideranças. A derrota a Lépido foi rápida, mas Marco Antônio, general influente mas de pouca genialidade, e aliado de Cleópatra (rainha do Império Egípcio, e dominado por Roma desde os tempos de Júlio César), resistiu a disputa e provocou, com isso, nova guerra civil, com uma vitória otaviana. Com essa vitória Otávio tornou-se Augusto e Imperator Supremus, tendo assim o início do período imperialista.


O IMPÉRIO ROMANO:

1. Augusto e a Pax Romana:
 
. Otávio Augusto estabeleceu a PAX ROMANA, caracterizado pelo controle das guerras civis, das revoltas provinciais e dos conflitos urbanos. Obviamente que esta foi controlada om o uso maciço do exército romano nas tentativas de rebeliões existentes.

. Realizações otavianas:

a) restabelecimento da paz interna com a utilização da força militar e acordos políticos;
b) reconquista do prestígio político das famílias tradicionais (patrícios);
c) centralização do poder nas mãos do IMPERATOR;
d) controle sobre as províncias, com a instalação de exércitos permanentes e fiscalização sobre os cobradores de impostos visando coibir a corrupção e os abusos tarifários;
e) política do PANIS ET CIRCENSIS ("PÃO E CIRCO"): distribuição de trigo e realização de grandes espetáculos no COLISEUM para diminuir as tensões sócio-político-econômicas de uma cidade com mais de 200 mil plebeus desempregados.
. O governo otaviano durou de 27-14 a.C., e deixou um legado estrutural governamentl onde garantia a manutenção do regime imperial, e atendia aos interesses das classes dominantes.
OBS: Durante os séculos I e II de nossa era (d.C.), o Império Romano viveu seu grandioso apogeu e crescimento, com muitas conquistas, realizações e enriquecimento do Estado Romano.

2. A cultura Romana:

. Os romanos viveram para as guerras e conquistas, o que reflete em sua contribuição para a cultura da Humanidade em aspectos bélicos.

. Obviamente que a experiência política republicana inspirou períodos históricos posteriores, mas é inegável que a cultura romana sofreu fortes influências da cultura grega, o que permite a afirmação que a cultura greco-romana é algo "único", daí o termo relacionado a cultura greco-romana de "cultura clássica".

. O contato com outros povos, devido ao processo de conquistas imperialistas, principalmente, no caso, os gregos, fez com que os romanos absorvecem a cultura dos outros povos, realizando assim uma adaptação. Por exemplo, a religião e a filosofia romanas tinham claras influências da cultura mitológica grega, principalmente nos 1os séculos d.C.

. Entretanto, os romanos deixaram forte contribuição ao Direto, com a criação de uma série de leis que orientam até hoje o estudo jurídico do Direito.

. Além disso, a engenharia também foi extremamente influente, com estradas pavimentadas com técnicas utilizadas até hoje, a construção de pontes, muralhas e aquedutos.
OBS: Sobre as estradas romanas, havia tamanha ligação entre suas cidades que havia uma frase bastante conhecida da época e que retrata esta situação:
"Todos os caminhos levam a Roma".
INTERESSANTE: Os "Arcos da Lapa", que na realidade era um aqueduto que buscava água da floresta da Tijuca para o centro do Rio de Janeiro, é uma obra que exemplifica a influência romana na arquitetura moderna.

. Além disso, não podemos esquecer da grandiosa influência do LATIM, a língua que originou o Português, Espanhol, Italiano, Francês, Romeno e até mesmo parte da língua inglesa, e que somnte é oficialmente falada no Vaticano (o Estado Católico encravado no centro de Roma).

3. Questões Religiosas:

. A religião romana era um "mix" da religião grega, ligada a sua mitologia.
OBS: Esse mix tem um termo específico, e chama-se SINCRETISMO RELIGIOSO.

. Obviamente havia uma ligação também com as religiões romanas mais primitivas, com clara influência dos povos etruscos (assim como a arte romana também sofreu grande influência dos etruscos)

. Entretanto, as entidades greco-romanas eram mais cultuadas pela elite romana, ficando as divindades mais primitivas e ligadas aos povos etruscos cultuadas pelos plebeus.

. Os romanos basicamente eram politeístas e conviveram com muitos povos politeístas, não havendo registro histórico de conflitos entre eles, mas o que a História registra foram os inúmeros conflitos com os povos de religiões monoteístas, principalmente os povos da palestina, no caso os judeus,  posteriormente os cristãos.

. No caso dos judeus havia claramente a questão do domínio romano na região, onde os antigos hebreus não aceitavam sob hipótese alguma o jugo romano na região, o que levou a destruição da cidade de Jerusalém pelo general Tito em 70 d.C. Essa destruição da cidade (o famoso "Muro das Lamentações", em Jerusalém, é o que restou do antigo e suntuoso Templo de Jeová, construído pelo Rei Salomão.) levou os hebreus a 2a diáspora (dispersão hebreia pelo mundo).

. No caso dos cristãos, os conflitos iniciaram logo após a morte, segundo a Bíblia, de Jesus de Nazaré, quando apóstolos e discípulos de Cristo se espalharam plo mundo conhecido da época para efetuar "a pregação das boas-novas de Deus", pois o Cristianismo primitivo pregava ideais contrários aos ideais romanos (pacifismo, igualdade entre os Homens, humildade e a fé e adoração únicas em Deus), e como essas ideais contrariavam diretamente os interesses do Império (principalmente na questão do culto supremo ao Imperador) podemos afirmar que a perseguição aos cristãos teve um caráter muito mais POLÍTICO do que RELIGIOSO.

. Neste sentido, milhares de cristãos foram mortos pelo Império, mas que ao mesmo tempo, pela força das palavras do Evangelho, houve muitas conversões, inclusive de pessoas ligadas a elite romana (patrícios, senadores e líderes militares), o que provocou, por parte do Imperador romano Constantino (governou Roma entre 313-337 d.C), a assinatura do Edito de Milão, em 313 d.C, onde concedeu maior liberdade religiosa aos cristãos e, segundo a História, ele inclusive converteu-se ao Cristianismo.

. Segundo o wikipedia, "no decurso do século IV, o Cristianismo começou a ser tolerado pelo Império, para alcançar depois um estatuto de liberdade e converter-se finalmente, no tempo de Teodósio, em religião oficial do Estado. O imperador romano, por esta época, convocou as grandes assembléias dos bispos, os concílios, e a Igreja pôde então dar início à organização de suas estruturas territoriais".
IMPORTANTE: Com o Edito de Milão e consequentemente a criação da Igreja Católica Apostólica Romana, liderada pelo Papa (inicialmente era o Imperador, e no caso, Teodósio I), foram garantidos os direitos das atividades religiosas da nova igreja, que anteriormente já estava, mesmo que na clandestinidade, bastante estruturada. Ao aceitar o cristianismo, e criar assim a Igreja Católica, o Império Romano conquistava a adesão de uma grande multidão de fiéis, sobretudo a população pobre, e, o mais importante, de uma grande multidão de lideranças - os bispos. Assim, com a estatização do cristianismo, a Igreja Católica seria - e foi efetivamete - um instrumento de control político, social e ideológico do Império.

4. A crise do Império e o seu fim:

. Vários são os motivos para o fim do Império Romano e sua consequente fragmentação. Neste sentido segue abaixo os principais pontos, sejam eles INTERNOS ou EXTERNOS:

4.1 - FATORES INTERNOS:

a) CRISE DE VALORES ÉTICO-MORAIS: Corrupção, a sede pelo poder e as traições destruíam as relações de respeito existentes, seja na política ou no cotidiano;
b) CRISE ESCRAVOCRATA: Baseado econômica e socialmente na escravidão, o fim das conquistas levou o Império a ruína pela falta de mão-de-obra. Além disso, a religião cristã, com outros valores ético-morais, principalmente relativo a escravidão, enfraqueceu ainda mais a política belicosa e escravocrata do sistema;
c) CRISE ECONÔMICA: Com o fim das guerras e da fase expansionista do Império, e a consequente diminuição da m.obra e dos saques/espólios de guerra, aliado aos altos gastos governamentais para manter as estruturas do Império, bem como a vigilância das fronteiras e dos salários do exército levaram ao empobrecimento do Estado romano, e além disso, devemos levar em consideração a falta de alimentos, metais preciosos para cunhar novas moeda, o que provocou aumento do custo de vida, gerando pobreza e violência.

4.2 - FATOR EXTERNO - INVASÕES GERMÂNICAS: Os povos germânicos, chamados de BÁRBAROS pelos romanos, e que viviam mrginalizados do Império, e que literalmente moravam nas fronteiras do Império, principalmente aqueles que viviam ao norte do Império, cercaram as fronteiras e se aproveitando do enfraquecimento de todo o Império, passaram sistematicamente a invadir o território romano. O Imperador Teodósio II, numa tentativa de conter o avanço bárbaro, em 395 d.C. dividiu o império em 2 partes - Império Ocidental, sediado em Roma; e o Oriental, sediado em Constantinopla, atual Istambul, na Turquia. Mas, finalmente, depois de tantas crises, o Imperío sucumbiu aos povos bárbaros, especificamente os povos Hérulos, liderados por Odoacro, em 476 d.C., e assim o Império passou a ser fragmentado, dando origem, posteriormente, a um novo modelo sócio-econômico, o feudalismo.
OBS: De acordo com a História tradicional, a Idade Média começa a partir do fim do Império Romano do Ocidente (a queda de Roma em 476 d.C.), mas o feudalismo, enquanto sistema sócio-econômico, somente surge tempos depois, no séc. VI. O período de crise do Império Romano e tempos posteriores é conhecido como período de transição escravista-feudal, também conhecido como ANTIGUIDADE TARDIA. Finalmente, o Império Romano do Oriente, também conhecido como Império Bizantino, resistiu quase que 1 milênio depois, caindo nas mãos dos turcos-otomanos em 1453.

Bibliografia:

Nicolina L. et alli. História - Uma abordagem integrada - Volume único. 1a Edição. São Paulo: Editora Moderna, 2005

Sites do wikipédia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Igreja_Cat%C3%B3lica_Apost%C3%B3lica_Romana

http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_cat%C3%B3lica

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teod%C3%B3sio_I

terça-feira, 11 de junho de 2013

Conteúdos de filosofia - CEBSJ (turmas 1001 e 1002)

Olá prezados amigos do CEBSJ, turmas 1001 e 1002!

Segue abaixo alguns conteúdos que eu julgo importantes para a nossa prova bimestral de Filosofia que começará na semana que vem.

Então é isso, e mãos à obra!!!

Abraços!!!
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História da filosofia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A história da filosofia é um ramo da história e da filosofia. Ela é uma disciplina filosófica à parte, e ocupa bastante espaço no ensino secundário e universitário de filosofia no Brasil. Enquanto ramo da história, ela se ocupa de documentar e preservar os debates filosóficos. Enquanto ramo da filosofia, ela se ocupa em discutir filosoficamente, com os conceitos atuais da filosofia, tendo em vista o problema do anacronismo e os conceitos filosóficos do passado.

A história da filosofia é a disciplina que se encarrega de estudar o pensamento filosófico em seu desenvolvimento diacrônico, ou seja, a sucessão temporal das idéias filosóficas e de suas relações. Ela é uma parte da ciência positiva da História, exigindo o mesmo rigor nos métodos, a fim de reconstituir a seqüência da filosofia.

Como as idéias influenciam os acontecimentos e vice-versa, é comum que a história da filosofia precise recorrer a conhecimentos da história geral, para esclarecer seus conteúdos, assim como é costumeiro que esta recorra àquela, para contribuir na explicação dos determinantes de certos fatos. Dentro da história da filosofia, é possível fazer delimitações materiais e formais. No primeiro caso, assim como a História da Filosofia é subdivisão da História, pode haver a história da lógica, do empirismo ou do aristotelismo. No segundo caso, o das delimitações formais, a divisão que se faz diz respeito ao tempo, caso em que se equipara à organização empreendida pela História Geral.

Assim, costuma-se estudar a história da filosofia com a seguinte disposição: filosofia antiga, filosofia medieval, filosofia moderna e filosofia contemporânea.

A história da filosofia rastreia as várias teorias que buscaram ou buscam algum tipo de compreensão, conhecimento ou sabedoria sobre questões fundamentais, como por exemplo a realidade, o conhecimento, o significado, o valor, o ser e a verdade. O fazer filosófico, como toda construção do conhecimento, requer acúmulo das contribuições dos pensadores do passado. Sempre que um pensador se debruça seriamente sobre uma questão filosófica, está, mais ou menos conscientemente, rendendo tributo a seus antecessores, seja para contrapor-se a eles, seja para ratificar suas idéias, esclarecê-las e melhorá-las.

Filosofia Ocidental

Surgiu nos séculos VII-VI a.C. nas cidades gregas situadas na Ásia Menor.A história da filosofia é um ramo da história e da filosofia. Ela é uma disciplina filosófica à parte, e ocupa bastante espaço no ensino secundário e universitário de filosofia no Brasil. Enquanto ramo da história, ela se ocupa de documentar e preservar os debates filosóficos. Enquanto ramo da filosofia, ela se ocupa em discutir filosoficamente, com os conceitos atuais da filosofia, tendo em vista o problema do anacronismo e os conceitos filosóficos do passado.
A História da Filosofia é a disciplina que se encarrega de estudar o pensamento filosófico em seu desenvolvimento diacrônico, ou seja, a sucessão temporal das idéias filosóficas e de suas relações. Ela é uma parte da ciência positiva da História, exigindo o mesmo rigor nos métodos, a fim de reconstituir a seqüência da Filosofia.

A Filosofia ocidental tem uma longa história. Ela costuma ser dividida em quatro grandes eras:

a) Filosofia antiga - Estuda-se, em Filosofia Antiga, o surgimento da Filosofia e seu desenvolvimento pelos gregos, especialmente, e pelos romanos. Em geral, ela é repartida, tomando-se Sócrates como referência. Assim, há o período pré-socrático e o pós-socrático. Corresponde ao período compreendido entre os séculos VI e V a.C. Suas figuras de destaque são Platão e Aristóteles, além de outros de quem se sabe menos, como Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito, Parmênides, Empédocles e Demócrito. A transição entre esta etapa e a Filosofia Medieval não é muito nítida. Ela se dá quando o cristianismo ganha status e recorre ao pensamento grego, para dar fundamento teórico a suas teses. Em termos cronológicos, esse período coincide aproximadamente com a queda de Roma, no século V.

b) Filosofia medieval - A Filosofia Medieval se estende até aproximadamente o século XV, quando ocorre o que se chama Renascença. Ela está principalmente subordinada à Igreja Católica, e seus representantes capitais são Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. É quase totalmente uma filosofia escolástica. Há ainda alguns filósofos de origem árabe ou judaica, mas não fazem parte da tradição filosófica ocidental, embora seus trabalhos tenham sido fundamentais para que o pensamento antigo atingisse nossos dias.

c) Filosofia moderna - O período que compreende a Filosofia Moderna vai do final da Idade Média até fins do século XIX. Há propostas de que seja dividido em Filosofia da Renascença e Filosofia Moderna. A primeira é marcada pela descoberta de obras desconhecidas de Platão e Aristóteles, além de outras obras do mundo grego, sendo seus principais pensadores Maquiavel, Montaigne, Erasmo, More, Giordano Bruno etc. Na segunda, predomina “a idéia de conquista científica e técnica de toda a realidade, a partir da explicação mecânica e matemática do Universo e da invenção das máquinas”, nas palavras de Marilena Chaui, e seus representantes mais destacáveis foram Galileu, Bacon, Descartes, Pascal, Hobbes, Espinosa, Leibniz, Locke, Berkeley, Newton, Hume e Kant.
Filosofia contemporânea - Estendendo-se de meados do século XIX até nossos dias, é o período mais complexo de definir, afinal está em construção, e não temos o distanciamento afetivo e cronológico para nos ajudar a entendê-lo.

Características

A filosofia consiste no estudo das características mais gerais e abstratas do mundo e das categorias com que pensamos: Mente (pensar), matéria (o que sensibiliza noções como quente ou frio sobre o realismo), razão (lógica), demonstração e verdade. Pensamento vem da palavra Epistemologia "Episteme" significa "ter Ciência" "logia" significa Estudo. Didaticamente, a Filosofia divide-se em:

* Epistemologia ou teoria do conhecimento: e o estudo do conhecimento em si.
* Ética: trata do certo e do errado, do bem e do mal.
* Filosofia da Arte ou Estética: trata do belo.
* Lógica: trata da preservação da verdade e dos modos de se evitar a inferência e raciocínio inválidos.
* Metafísica ou Ontologia: trata da realidade, do ser e do nada!

Filosofia Oriental

Embora o termo filosofia seja de origem grega, a referência a uma filosofia ocidental é em oposição a uma filosofia oriental. Esta última é um tema controverso, uma vez que em relação ao oriente muitos afirmam que não ocorreu uma separação de ciência e religião, ou pensamento não-religioso como algo independente do pensamento religioso, como ocorreu no ocidente. Mas há quem afirme que o que falta é informação sobre o oriente: "Há, segundo penso, muitas concepções errôneas sobre a filosofia oriental, nem toda de orientação mística e religiosa." E há, ainda, quem discuta se a herança que os gregos receberam dos orientais, com os quais tinham contato, deu origem a filosofia. Contudo, a "maioria dos historiadores tende hoje a admitir que somente com os gregos começa a audácia e a aventura expressas numa teoria".


Entretanto, é possível citar pensadores do oriente que são amplamente conhecidos, como Confúcio, e obras conhecidas, como A Arte da Guerra. Bem como as inúmeras obras do Avicena e do Averróis.
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Filosofia greco-romana
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A filosofia greco-romana foi a maneira com que os antigos gregos e romanos sistematizaram, nos últimos cinco séculos antes de Cristo, uma forma de conhecimento, um modo de reflexão ou uma teoria da realidade. Esta filosofia pode ser classificada em dois períodos: o cosmológico e o antropológico clássico.

1 Classificação
1.1 Período cosmológico
1.2 Período antropológico clássico
1.3 Decadência
2 O período decadente e o cristianismo
2.1 A ideologia cristã
2.2 O triunfo histórico do cristianismo
3 A filosofia grega – cronologia
3.1 O Período Pré-Socrático
3.2 Período clássico
3.3 Período decadente
OBS: Para ver mais detalhes, consulte o wikipedia!

A filosofia grega – cronologia:

a) O Período Pré-Socrático
Desde o berço da Filosofia, em Mileto (séc. IV a.C.) até Sócrates. Buscam o princípio constitutivo do universo. São chamados de Físicos. Abrange também o movimento sofista na estruturação da "pólis" grega. O princípio da identidade e da contradição. O que é o ser?

b) Período clássico
Sócrates (419-349 a.C.) – A preocupação com o homem e com o significado da existência humana. O que é o conhecimento? A busca do diálogo, a ironia e a maiêutica como métodos. O perfil do filósofo. O exercício da ironia, a crítica das tradições, os usos e costumes, do próprio regime democrático grego, decretaram a sua morte por "não acreditar nos deuses e corromper a juventude".
Platão (458-357 a.C.) O dualismo grego é sacralizado: o sensível e o espiritual, o bem e o mal, a unidade e a pluralidade. O mundo das sombras e o mundo das idéias. O mito da caverna, o Bem Supremo. A pólis exige Justiça. A "paidéia" prepara o cidadão para a "polis". O filósofo é o mediador entre o sábio e o ignorante.
Aristóteles (301-379 a.C.) – Historiador e sistematizador de todo o pensamento grego anterior. É o criador da lógica formal e sistematizador das ciências no Organon (física, metafísica, lógica, matemática, psicologia, antropologia, ética, política etc). É tido como o maior dos filósofos gregos e um dos maiores da história da filosofia universal. Marca o apogeu da filosofia grega.

c) Período decadente
É composto por várias escolas que surgem com a desintegração do império helenista, a ruína da "pólis", cidade grega e o poderio crescente dos romanos. Entre estas escolas destacamos:
* helenismo;
* ceticismo;
* epicurismo;
* cinismo;
* estoicismo;
* neoplatonismo.

Repensando a filosofia de Platão, que dá arremate ao pensamento grego, dominando a filosofia patrística e medieval, até o séc. XIII d.C. quando sua influência é substituída por Aristóteles, a filosofia grega não é apenas um período do desenvolvimento de um processo histórico. É a origem e a matriz de toda a filosofia e de todo desenvolvimento que vem depois, no pensamento europeu. Descobrindo a razão, o Logos, a essência do mundo e do homem grego, criaram as categorias, uma contribuição para a chegada da ciência e da técnica, e a universalização do espírito ocidental (cf. Mirador, p. 4.614).

A filosofia romana

É um conjunto de escolas e seitas filosóficas no período de transição do paganismo ao cristianismo. Seu elemento é a "Koiné" que realiza o sincretismo grego – romano – judaico – oriental.

Destacamos:
* estoicismo – ascese cívica e política

* epicurismo - a busca da ataraxia e da aponia. O prazer é o fim da vida