Olá queridos estudantes!!
Conforme prometido segue abaixo os conteúdos relacionados de História sobre Roma Antiga.
Bons estudos e uma boa prova!
Abraços!!
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Continuação da matéria - Roma Antiga:
O 1o TRIUNVIRATO:
. Pompeu, Crasso e Julio César: aliança ocorrida em 60 a.C. (esta aliança de generais do exército romano criou um sentimento oposicionista do Senado, mas nada poderia diante desta aliança os senadores fazerem).
. César, em 59 a.C., foi eleito cônsul geral de Roma (encarregado de colocar em prática as determinações do triunvirato)
. César ficou 9 anos na Gália (59-50 a.C.) - afim de conter as rebeliões gaulesas, e utilizando de sua genialidade militar-estratégica, César conseguiu importantes vitórias, e consequentemente o apoio do povo romano.
. No entanto, muitas rebeliões (ex.: Spartacus e a rebelião dos escravos em Roma), além das dificuldades dos plebeus, tornaram-se mais intenos.
. Pompeu provocou um golpe e retirou o consulado de César, assumindo sozinho o posto, o que provocou uma guerra civil, envolvendo os 2 generais, e apesar do assassinato de Pompeu em 48 a.C., somente em 45 a.C. é que César conseguiu conter os rebeldes e assumir sozinho o poder. Com isso, César assumiu o poder com um novo Senado e um exército totalmente fiel e bem treinado.
OBS: Enquanto a república romana nasceu pela igualdade política e de interesse dos patrícios, o Império Romano nasceu pelo jogo político, pelas traições e vaidades de suas lideranças políticas e militares. Entretanto, os interesses pessoais estavam acima dos interesses do povo, que constantemente eram lançados em guerras com o ojetivo claro das lideranças perpetuarem o poder.
. Júlio César manteve-se no poder até 44 a.C., quando mudou as leis romanas, fazendo com que houvesse maior centralização do poder nas mãos do Imperador (César autointitulou-se DITADOR), formando um regime político autoritário, e esvaziando definitivamente o poder do Senado, que apesar de sua influência política, não tinha mas o predomínio do poder.
OBS: Júlio César não possuía qualquer apreço com a estrutura política republicana e sobretudo pela Constituição (leis maiores do Estado romano), por considerá-la inadequada para governar o Império, assim formado, muito extenso. Isso porque o Império foi formado pelos MILITARES, e NÃO pelos POLÍTICOS DO SENADO.
. Em 44 a.C., César foi assassinado por defensores do Senado. Sua morte provocou uma perseguição ferrnha aos assasinos, e não provocou consequentemente o retorno da estrutura repulicana, muito pelo contrário, acirrou os interesses dos generais militares a defender os interesses do líder morto, além de tr também provocado uma comoção no povo pela morte de seu carismático líder.
. Com a morte de César houve a formação de um novo triunvirato.
O 2o TRIUNVIRATO:
. Formado pelos líderes Marco Antônio, Lépido e Otavio (sobrinho de Júlio César)
. Houve a tentativa de uma governança em conjunto, mas a ideia tornou-se insustentável devido a todas as divergências políticas e de interesses existentes.
. Otávio buscou a unificação do poder e partiu para o enfrentamento com as demais lideranças. A derrota a Lépido foi rápida, mas Marco Antônio, general influente mas de pouca genialidade, e aliado de Cleópatra (rainha do Império Egípcio, e dominado por Roma desde os tempos de Júlio César), resistiu a disputa e provocou, com isso, nova guerra civil, com uma vitória otaviana. Com essa vitória Otávio tornou-se Augusto e Imperator Supremus, tendo assim o início do período imperialista.
O IMPÉRIO ROMANO:
1. Augusto e a Pax Romana:
. Otávio Augusto estabeleceu a PAX ROMANA, caracterizado pelo controle das guerras civis, das revoltas provinciais e dos conflitos urbanos. Obviamente que esta foi controlada om o uso maciço do exército romano nas tentativas de rebeliões existentes.
. Realizações otavianas:
a) restabelecimento da paz interna com a utilização da força militar e acordos políticos;
b) reconquista do prestígio político das famílias tradicionais (patrícios);
c) centralização do poder nas mãos do IMPERATOR;
d) controle sobre as províncias, com a instalação de exércitos permanentes e fiscalização sobre os cobradores de impostos visando coibir a corrupção e os abusos tarifários;
e) política do PANIS ET CIRCENSIS ("PÃO E CIRCO"): distribuição de trigo e realização de grandes espetáculos no COLISEUM para diminuir as tensões sócio-político-econômicas de uma cidade com mais de 200 mil plebeus desempregados.. O governo otaviano durou de 27-14 a.C., e deixou um legado estrutural governamentl onde garantia a manutenção do regime imperial, e atendia aos interesses das classes dominantes.
OBS: Durante os séculos I e II de nossa era (d.C.), o Império Romano viveu seu grandioso apogeu e crescimento, com muitas conquistas, realizações e enriquecimento do Estado Romano.
2. A cultura Romana:
. Os romanos viveram para as guerras e conquistas, o que reflete em sua contribuição para a cultura da Humanidade em aspectos bélicos.
. Obviamente que a experiência política republicana inspirou períodos históricos posteriores, mas é inegável que a cultura romana sofreu fortes influências da cultura grega, o que permite a afirmação que a cultura greco-romana é algo "único", daí o termo relacionado a cultura greco-romana de "cultura clássica".
. O contato com outros povos, devido ao processo de conquistas imperialistas, principalmente, no caso, os gregos, fez com que os romanos absorvecem a cultura dos outros povos, realizando assim uma adaptação. Por exemplo, a religião e a filosofia romanas tinham claras influências da cultura mitológica grega, principalmente nos 1os séculos d.C.
. Entretanto, os romanos deixaram forte contribuição ao Direto, com a criação de uma série de leis que orientam até hoje o estudo jurídico do Direito.
. Além disso, a engenharia também foi extremamente influente, com estradas pavimentadas com técnicas utilizadas até hoje, a construção de pontes, muralhas e aquedutos.
OBS: Sobre as estradas romanas, havia tamanha ligação entre suas cidades que havia uma frase bastante conhecida da época e que retrata esta situação:
"Todos os caminhos levam a Roma".
INTERESSANTE: Os "Arcos da Lapa", que na realidade era um aqueduto que buscava água da floresta da Tijuca para o centro do Rio de Janeiro, é uma obra que exemplifica a influência romana na arquitetura moderna.
. Além disso, não podemos esquecer da grandiosa influência do LATIM, a língua que originou o Português, Espanhol, Italiano, Francês, Romeno e até mesmo parte da língua inglesa, e que somnte é oficialmente falada no Vaticano (o Estado Católico encravado no centro de Roma).
3. Questões Religiosas:
. A religião romana era um "mix" da religião grega, ligada a sua mitologia.
OBS: Esse mix tem um termo específico, e chama-se SINCRETISMO RELIGIOSO.
. Obviamente havia uma ligação também com as religiões romanas mais primitivas, com clara influência dos povos etruscos (assim como a arte romana também sofreu grande influência dos etruscos)
. Entretanto, as entidades greco-romanas eram mais cultuadas pela elite romana, ficando as divindades mais primitivas e ligadas aos povos etruscos cultuadas pelos plebeus.
. Os romanos basicamente eram politeístas e conviveram com muitos povos politeístas, não havendo registro histórico de conflitos entre eles, mas o que a História registra foram os inúmeros conflitos com os povos de religiões monoteístas, principalmente os povos da palestina, no caso os judeus, posteriormente os cristãos.
. No caso dos judeus havia claramente a questão do domínio romano na região, onde os antigos hebreus não aceitavam sob hipótese alguma o jugo romano na região, o que levou a destruição da cidade de Jerusalém pelo general Tito em 70 d.C. Essa destruição da cidade (o famoso "Muro das Lamentações", em Jerusalém, é o que restou do antigo e suntuoso Templo de Jeová, construído pelo Rei Salomão.) levou os hebreus a 2a diáspora (dispersão hebreia pelo mundo).
. No caso dos cristãos, os conflitos iniciaram logo após a morte, segundo a Bíblia, de Jesus de Nazaré, quando apóstolos e discípulos de Cristo se espalharam plo mundo conhecido da época para efetuar "a pregação das boas-novas de Deus", pois o Cristianismo primitivo pregava ideais contrários aos ideais romanos (pacifismo, igualdade entre os Homens, humildade e a fé e adoração únicas em Deus), e como essas ideais contrariavam diretamente os interesses do Império (principalmente na questão do culto supremo ao Imperador) podemos afirmar que a perseguição aos cristãos teve um caráter muito mais POLÍTICO do que RELIGIOSO.
. Neste sentido, milhares de cristãos foram mortos pelo Império, mas que ao mesmo tempo, pela força das palavras do Evangelho, houve muitas conversões, inclusive de pessoas ligadas a elite romana (patrícios, senadores e líderes militares), o que provocou, por parte do Imperador romano Constantino (governou Roma entre 313-337 d.C), a assinatura do Edito de Milão, em 313 d.C, onde concedeu maior liberdade religiosa aos cristãos e, segundo a História, ele inclusive converteu-se ao Cristianismo.
. Segundo o wikipedia, "no decurso do século IV, o Cristianismo começou a ser tolerado pelo Império, para alcançar depois um estatuto de liberdade e converter-se finalmente, no tempo de Teodósio, em religião oficial do Estado. O imperador romano, por esta época, convocou as grandes assembléias dos bispos, os concílios, e a Igreja pôde então dar início à organização de suas estruturas territoriais".
IMPORTANTE: Com o Edito de Milão e consequentemente a criação da Igreja Católica Apostólica Romana, liderada pelo Papa (inicialmente era o Imperador, e no caso, Teodósio I), foram garantidos os direitos das atividades religiosas da nova igreja, que anteriormente já estava, mesmo que na clandestinidade, bastante estruturada. Ao aceitar o cristianismo, e criar assim a Igreja Católica, o Império Romano conquistava a adesão de uma grande multidão de fiéis, sobretudo a população pobre, e, o mais importante, de uma grande multidão de lideranças - os bispos. Assim, com a estatização do cristianismo, a Igreja Católica seria - e foi efetivamete - um instrumento de control político, social e ideológico do Império.
4. A crise do Império e o seu fim:
. Vários são os motivos para o fim do Império Romano e sua consequente fragmentação. Neste sentido segue abaixo os principais pontos, sejam eles INTERNOS ou EXTERNOS:
4.1 - FATORES INTERNOS:
a) CRISE DE VALORES ÉTICO-MORAIS: Corrupção, a sede pelo poder e as traições destruíam as relações de respeito existentes, seja na política ou no cotidiano;
b) CRISE ESCRAVOCRATA: Baseado econômica e socialmente na escravidão, o fim das conquistas levou o Império a ruína pela falta de mão-de-obra. Além disso, a religião cristã, com outros valores ético-morais, principalmente relativo a escravidão, enfraqueceu ainda mais a política belicosa e escravocrata do sistema;
c) CRISE ECONÔMICA: Com o fim das guerras e da fase expansionista do Império, e a consequente diminuição da m.obra e dos saques/espólios de guerra, aliado aos altos gastos governamentais para manter as estruturas do Império, bem como a vigilância das fronteiras e dos salários do exército levaram ao empobrecimento do Estado romano, e além disso, devemos levar em consideração a falta de alimentos, metais preciosos para cunhar novas moeda, o que provocou aumento do custo de vida, gerando pobreza e violência.
4.2 - FATOR EXTERNO - INVASÕES GERMÂNICAS: Os povos germânicos, chamados de BÁRBAROS pelos romanos, e que viviam mrginalizados do Império, e que literalmente moravam nas fronteiras do Império, principalmente aqueles que viviam ao norte do Império, cercaram as fronteiras e se aproveitando do enfraquecimento de todo o Império, passaram sistematicamente a invadir o território romano. O Imperador Teodósio II, numa tentativa de conter o avanço bárbaro, em 395 d.C. dividiu o império em 2 partes - Império Ocidental, sediado em Roma; e o Oriental, sediado em Constantinopla, atual Istambul, na Turquia. Mas, finalmente, depois de tantas crises, o Imperío sucumbiu aos povos bárbaros, especificamente os povos Hérulos, liderados por Odoacro, em 476 d.C., e assim o Império passou a ser fragmentado, dando origem, posteriormente, a um novo modelo sócio-econômico, o feudalismo.
OBS: De acordo com a História tradicional, a Idade Média começa a partir do fim do Império Romano do Ocidente (a queda de Roma em 476 d.C.), mas o feudalismo, enquanto sistema sócio-econômico, somente surge tempos depois, no séc. VI. O período de crise do Império Romano e tempos posteriores é conhecido como período de transição escravista-feudal, também conhecido como ANTIGUIDADE TARDIA. Finalmente, o Império Romano do Oriente, também conhecido como Império Bizantino, resistiu quase que 1 milênio depois, caindo nas mãos dos turcos-otomanos em 1453.
Bibliografia:
Nicolina L. et alli. História - Uma abordagem integrada - Volume único. 1a Edição. São Paulo: Editora Moderna, 2005
Sites do wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Igreja_Cat%C3%B3lica_Apost%C3%B3lica_Romana
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_cat%C3%B3lica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teod%C3%B3sio_I