terça-feira, 30 de julho de 2013

A importância dos comentários do Blog do Lúcio de Castro

Olá!
Particularmente sou grande admirador ao trabalho do jornalista Lúcio de Castro, que de forma sensível e significativa, tem exposto o lado negro e cruel da Copa do Mundo FIFA 2014, especificamente sobre o que ocorre no Rio de Janeiro.
Hoje pela madrugada ele colocou mais um de seus belos textos, e que reproduzo aqui para análise de todos.

Abraços!!

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http://www.espn.com.br/blogs/luciodecastro#1)

O choro de Cabral e o choro de Amarildo

"Não me dão pena os burgueses
vencidos. E quando penso que vão me dar pena,
aperto bem os dentes e fecho bem os olhos.
Penso em meus longos dias sem sapatos nem rosas.
Penso em meus longos dias sem abrigos nem nuvens.
Penso em meus longos dias sem camisas nem sonhos.
Penso em meus longos dias com minha pele proibida.
Penso em meus longos dias".
("Burgueses", de Nicolás Guillén)

Nicolás Guillen (1902-1989)
Nicolás Guillén é um poeta maior. Poeta e revolucionário. Quando essas duas coisas se juntam numa só pessoa, virtudes das mais nobres entre as outras, temos aqueles raros: os imprescindíveis. Teoria e prática, intelectuais e homens de ação...Guillén, Ernesto Cardenal, Marti... Pensei muito em Guillén na tarde dessa segunda-feira. Perseguido tantas vezes na ditadura de Fulgêncio Baptista, voltou para Cuba depois da saída do tirano. E quando alguns de seus algozes foram presos, perguntaram a ele o que sentia. Respondeu com o poema "Burgueses", (com trecho acima reproduzido).

Lembrei-me de Guillén ao ver o governador do Rio acuado, em tom choroso, pedindo ternamente, feito um menino indefeso, que os manifestantes deixassem de fazer seu legítimo protesto próximo a casa dele. Não teve o pudor em poupar o nome e a idade dos filhos para alcançar seu intento. Já não tivera pudor para botar os filhos no helicóptero do amigo empreiteiro da Delta. Mas crianças são crianças e sempre nos tocam. Por algum momento, tal qual o poeta, pensei que iam me dar pena. Por algum momento, pensei em considerar seus argumentos.

Mas tal qual o poeta, apertei bem os dentes e fechei bem os olhos. Pensei nos filhos de Amarildo, o pedreiro da Rocinha que sumiu depois de ser visto pela última vez nas mãos dos servidores de Cabral, símbolos da política de segurança do governador. Tal qual o poeta, pensei nos longos dias da mulher e dos filhos de Amarildo. Sem camisa nem sonho, com a pele proibida...São tantos Amarildos nesse Brasil onde pobres não tem sapatos nem rosas nem tampouco direitos. Muitos no Rio de Cabral, que nunca pensou no filho de nenhum deles.

Tal qual o poeta, pensei nos longos dias das famílias da Maré, dos trabalhadores assassinados sem qualquer razão. Cabral ainda não falou sobre eles...Poderia lembrar de tantos outros como os da Maré...Pensei nos longos dias das pessoas vítimas de crimes forjados, prática tão comum por aqui, mais ainda com a política de Cabral.

Pensei nos meninos da Escola Friedenreich. Alguém há de me lembrar que ela é municipal. Não esqueci. Mas está saindo para que o governador melhor sirva seus amigos que ganharam o Maracanã. Tal qual o poeta, pensei nos longos dias sem abrigo nem nuvens daqueles meninos. Alunos de uma escola de excelência, forjaram ouro no meio do nada. Imaginem o trauma desses meninos quando souberam que iam sair dali. Cabral pensou neles?

Pensei de novo nos versos citados do poeta, dos dias sem abrigo nem nuvens (que imagem!) das vítimas das remoções criminosas de todos aqueles que estão no caminho dos "grandes eventos". Quão longos e traumáticos devem ser os dias dos meninos que tem um "X" desenhado na porta da casa humilde indicando que ela será posta abaixo. Cabral pensou neles? Alguém novamente lembrará que muitas dessas remoções são municipais. A força que dá o pé na porta é estadual. E afinal, seria ser muito idiota da objetividade achar que @sergiocabralrj e @eduardopaes_ são tão diferentes assim.

Pensei nos longos dias dos meninos que iam pelos braços dos pais na geral do Maracanã. Viam o jogo na carcunda dos pais, naquele ritual que todo homem sonha, o rito da passagem. Agora exclusivo dos que podem pagar o setor vip. Do Maracanã ferida que não fecha, como definiu tão bem Pedro Motta Gueiros. Destruído por Cabral rasgando a lei. Destruído com aval do IPHAN na calada da noite, como agem aqueles que não são transparentes. Ele mesmo que agora diz não ser um ditador. Ele mesmo que publicou o decreto 44.302/2013, da CEIV, Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas, que rasgava a constituição. Quem rasga a constituição é o que? O governador de tantos atos de exceção.

Por sorte, a sociedade civil e todos seus instrumentos se fizeram representar e vem forçando essa recuada do ditador que sonhou ser, acuado, patético como todo ditador acuado. Espécie de Sadam Hussein no buraco, Kadafi na manilha. Ele, Cabral, desnudo em sua patética biografia que vai se desmilinguindo. Que há poucos dias tirou os mesmos manifestantes debaixo de pauladas e gases, sem pensar nos filhos deles, na calada da noite. Agora, na fragilidade do buraco e da manilha onde os ditadores se esvaem, apela para um discurso emocional.

Mesmo pensando em nossos longos dias, não deixaremos de pensar em duas crianças. Que não pediram isso. Oxalá possam lá na frente superar o trauma do pai ter deixado tal obra. Realmente elas nada tem a ver com tudo isso. Não precisam ver que na esquina do pai deles falam um monte de verdades sobre ele. Ainda bem que tem a opção nesses dias de sair dali. Ir por um tempo para o Palácio das Laranjeiras. Ou quem sabe para a Mansão de Guaratiba. Talvez não dê mais para ir de helicóptero, abateram o governador-voador, o do reino do guardanapo, em plena farra aérea. Mas ainda dá para passar uma temporada longe dos protestos na mansão comprada com o suor do trabalho do pai deles. Desejo isso do fundo do coração. Crianças não tem mesmo que passar por isso.

Lamento apenas que os filhos do Amarildo não tenham palácios ou mansões pra onde correr. Lamento apenas que os filhos da Maré não tenham para onde correr. Lamento apenas que os meninos que iam na carcunda do pai na geral do Maracanã não tenham para onde correr. Lamento apenas que os filhos dos removidos não tenham para onde correr. E então, "quando penso que vão me dar pena, aperto bem os dentes e fecho bem os olhos". Pela certeza de que os acampamentos seguirão. Até que se preste conta de tudo. E para que se saiba que foi longe demais na farra.



Ps- se botar um pouquinho a cabeça para fora do buraco ou da manilha, o governador vai ver que as pessoas passam pelos acampados buzinando, abrindo a janela dos carros, gritando palavras de força. Para aqueles acampados pacificamente, vale dizer. E que os vizinhos, que poderiam estar incomodados, levam refeições, agasalhos. Pelo menos se pouparia de perder tanto tempo pensando em teorias da conspiração, manipuladores. É apenas a conta de tanto desmando que chegou. É aquela turma da "pele proibida" que veio cobrar a conta.

Lúcio de Castro
Lúcio é carioca, formado em História e Jornalismo, e hoje trabalha como repórter da ESPN Brasil e comentarista do Bate-Bola 1ª edição (postado em 30/07/2013 02h50)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Comentários da reportagem Yahoo Brasil, "O que os manifestantes querem"

Fico feliz quando a maioria das pessoas que protestavam no Brasil lutavam por aspectos sociais (fim da corrupção e melhor gestão dos recursos para que sejam investidos nas áreas infraestruturais, tipo saúde e educação).
Fato é que agora precisamos entender este momento, e partir para a organização coletiva e fazer alguma coisa de positivo para a nossa cidade, pro nosso Estado e para o nosso país!
Hoje, por exemplo, a galera em Barra de S.João poderia comparecer a reunião da Câmara Municipal, para lutar pelas melhorias necessárias principalmente em nosso distrito.
Hoje, eu luto por uma educação de qualidade em Casimiro de Abreu, e isso é mais que necessário para o futuro dos nossos jovens estudantes.

Abraços!!
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http://br.educacao.yahoo.net/conteudo.aspx?titulo=O+que+os+manifestantes+querem

O que os manifestantes querem
Por Paulo Milet - Wiliam Kerniski | Eschola.com - Leadpix – 25/06/2013 18:14:00

Nos recentes movimentos ocorridos nas últimas semanas, uma pergunta era recorrente: Afinal, o que os manifestantes querem?

No inicio a resposta era simples, eles querem cancelar o aumento nos preços das passagens de ônibus, mas, com a forte repressão ocorrida em São Paulo, outra motivação começou a aparecer – “Contra a violência e a repressão! Pela liberdade de manifestação!”

Mais alguns dias, a motivação se ampliou e os motivos foram aumentando. “Contra tudo que está aí!” – “Contra a PEC 37” – “Contra a corrupção” – “Por mais recursos para a educação e Saúde” -  “Contra os políticos e os partidos” – “Contra o governo” – “Contra a impunidade” – “Punição dos Mensaleiros”, e por aí vai.

Para tentar entender melhor o que estava acontecendo, a empresa Leadpix, por meio do seu braço de pesquisas online - Leadpix Survey,  foi a campo e realizou pesquisa com mais de 5 mil pessoas espalhadas no Brasil e obteve os seguintes resultados para a principal motivação de cada um durante o período de 20 a 25 de maio (apenas uma resposta era aceita):

- Sensação de impunidade, injustiça, corrupção = 34,66%;
- Falta de Investimentos em Educação, Saúde, Segurança e Infraestrutura = 20,46%;
- A Política em geral = 12,80%;
- A PEC 37 = 7,17%;
- O Excesso de impostos = 10,23%;
- A falta de transparência no uso do dinheiro público = 5,34%;
- Gastos excessivos com os eventos esportivos = 5,37%;
- O aumento do preço das passagens de ônibus = 1,74%;
- A repressão e violência policial = 1,95%.
- Não tenho opinião: 0,28%

Os resultados falam por si, considerando inexpressiva a participação dos respondentes que não tem uma opinião ou principal motivo. O aumento do preço das passagens e a repressão e violência policial são aqueles que inicialmente seriam (e eram) a principal motivação apontada. Definitivamente não é pelos 20 centavos! Mesmo a PEC 37 (Que até já foi rejeitada pelo Congresso como resultado das manifestações), os Impostos, a Copa e a falta de transparência ficaram com baixos percentuais.

O destaque efetivamente ficou com a “sensação de impunidade, injustiça e corrupção”, secundada pela “falta de investimentos em áreas críticas” e pela “política em geral”. Esses três itens somaram mais de 67% das respostas.

Conclusão: As motivações são várias, mas tem em comum uma falta de objetividade e algumas sensações difusas de “desconforto”. Isso não diminui a importância dos movimentos, antes pelo contrário, quanto mais difusas essas impressões, mais difíceis de serem satisfeitas. O governo, os políticos, os partidos, a imprensa, os estudiosos e analistas tem uma missão e um dever de casa. Traduzir essas sensações de desconforto em ideias, projetos, programas e decisões e coloca-las na mesa para que essa população possa escolher seus caminhos.

Um fato que não pode deixar de ser levado em consideração é a forma como toda essa mobilização se deu. Grande parte através das redes sociais e repercutindo em diversos   sites e blogs da Internet. O que já estava ocorrendo nos mercado de trabalho e educação, chegou ao campo político e, da mesma forma que a sociedade está absorvendo as tecnologias de informação e comunicação (TICs) no seu dia-a-dia, chegou a hora dos governos, políticos e partidos repensarem sua atuação considerando esse fato novo.

Ainda nessa mesma toada, deve ser pensado como as TICs podem ajudar na melhoria das condições de prestação de serviços em educação, saúde e segurança, e também e principalmente na transparência completa de todas as informações que demonstrem como os recursos disponibilizados pela sociedade para os governos estão sendo gastos.

Que esse movimento possa representar um salto na qualidade das informações, ações  e conhecimento trocado entre a população e seus governantes e representantes (isso é Política e Educação com letras maiúsculas!). Aliás, o uso indevido e distorcido destes três pontos pode trazer danos irreparáveis para o futuro da sociedade e para o melhor proveito do regime democrático adotado pelos brasileiros.

Wiliam Kerniski – Diretor Executivo da LeadPix
Paulo Milet – Diretor Geral da Eschola.com e Gestor do canal Educação do Yahoo!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Conteúdo de Roma Antiga / História - CEBSJ (1003/1004)

Olá queridos estudantes!!

Conforme prometido segue abaixo os conteúdos relacionados de História sobre Roma Antiga.

Bons estudos e uma boa prova!

Abraços!!

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Continuação da matéria - Roma Antiga:

O 1o TRIUNVIRATO:
. Pompeu, Crasso e Julio César: aliança ocorrida em 60 a.C. (esta aliança de generais do exército romano criou um sentimento oposicionista do Senado, mas nada poderia diante desta aliança os senadores fazerem).

. César, em 59 a.C., foi eleito cônsul geral de Roma (encarregado de colocar em prática as determinações do triunvirato)

. César ficou 9 anos na Gália (59-50 a.C.) - afim de conter as rebeliões gaulesas, e utilizando de sua genialidade militar-estratégica, César conseguiu importantes vitórias, e consequentemente o apoio do povo romano.

. No entanto, muitas rebeliões (ex.: Spartacus e a rebelião dos escravos em Roma), além das dificuldades dos plebeus, tornaram-se mais intenos.

. Pompeu provocou um golpe e retirou o consulado de César, assumindo sozinho o posto, o que provocou uma guerra civil, envolvendo os 2 generais, e apesar do assassinato de Pompeu em 48 a.C., somente em 45 a.C. é que César conseguiu conter os rebeldes e assumir sozinho o poder. Com isso, César assumiu o poder com um novo Senado e um exército totalmente fiel e bem treinado.
OBS: Enquanto a república romana nasceu pela igualdade política e de interesse dos patrícios, o Império Romano nasceu pelo jogo político, pelas traições e vaidades de suas lideranças políticas e militares. Entretanto, os interesses pessoais estavam acima dos interesses do povo, que constantemente eram lançados em guerras com o ojetivo claro das lideranças perpetuarem o poder.

. Júlio César manteve-se no poder até 44 a.C., quando mudou as leis romanas, fazendo com que houvesse maior centralização do poder nas mãos do Imperador (César autointitulou-se DITADOR), formando um regime político autoritário, e esvaziando definitivamente o poder do Senado, que apesar de sua influência política, não tinha mas o predomínio do poder.
OBS: Júlio César não possuía qualquer apreço com a estrutura política republicana e sobretudo pela Constituição (leis maiores do Estado romano), por considerá-la inadequada para governar o Império, assim formado, muito extenso. Isso porque o Império foi formado pelos MILITARES, e NÃO pelos POLÍTICOS DO SENADO.

. Em 44 a.C., César foi assassinado por defensores do Senado. Sua morte provocou uma perseguição ferrnha aos assasinos, e não provocou consequentemente o retorno da estrutura repulicana, muito pelo contrário, acirrou os interesses dos generais militares a defender os interesses do líder morto, além de tr também provocado uma comoção no povo pela morte de seu carismático líder.

. Com a morte de César houve a formação de um novo triunvirato.


O 2o TRIUNVIRATO:

. Formado pelos líderes Marco Antônio, Lépido e Otavio (sobrinho de Júlio César)

. Houve a tentativa de uma governança em conjunto, mas a ideia tornou-se insustentável devido a todas as divergências políticas e de interesses existentes.

. Otávio buscou a unificação do poder e partiu para o enfrentamento com as demais lideranças. A derrota a Lépido foi rápida, mas Marco Antônio, general influente mas de pouca genialidade, e aliado de Cleópatra (rainha do Império Egípcio, e dominado por Roma desde os tempos de Júlio César), resistiu a disputa e provocou, com isso, nova guerra civil, com uma vitória otaviana. Com essa vitória Otávio tornou-se Augusto e Imperator Supremus, tendo assim o início do período imperialista.


O IMPÉRIO ROMANO:

1. Augusto e a Pax Romana:
 
. Otávio Augusto estabeleceu a PAX ROMANA, caracterizado pelo controle das guerras civis, das revoltas provinciais e dos conflitos urbanos. Obviamente que esta foi controlada om o uso maciço do exército romano nas tentativas de rebeliões existentes.

. Realizações otavianas:

a) restabelecimento da paz interna com a utilização da força militar e acordos políticos;
b) reconquista do prestígio político das famílias tradicionais (patrícios);
c) centralização do poder nas mãos do IMPERATOR;
d) controle sobre as províncias, com a instalação de exércitos permanentes e fiscalização sobre os cobradores de impostos visando coibir a corrupção e os abusos tarifários;
e) política do PANIS ET CIRCENSIS ("PÃO E CIRCO"): distribuição de trigo e realização de grandes espetáculos no COLISEUM para diminuir as tensões sócio-político-econômicas de uma cidade com mais de 200 mil plebeus desempregados.
. O governo otaviano durou de 27-14 a.C., e deixou um legado estrutural governamentl onde garantia a manutenção do regime imperial, e atendia aos interesses das classes dominantes.
OBS: Durante os séculos I e II de nossa era (d.C.), o Império Romano viveu seu grandioso apogeu e crescimento, com muitas conquistas, realizações e enriquecimento do Estado Romano.

2. A cultura Romana:

. Os romanos viveram para as guerras e conquistas, o que reflete em sua contribuição para a cultura da Humanidade em aspectos bélicos.

. Obviamente que a experiência política republicana inspirou períodos históricos posteriores, mas é inegável que a cultura romana sofreu fortes influências da cultura grega, o que permite a afirmação que a cultura greco-romana é algo "único", daí o termo relacionado a cultura greco-romana de "cultura clássica".

. O contato com outros povos, devido ao processo de conquistas imperialistas, principalmente, no caso, os gregos, fez com que os romanos absorvecem a cultura dos outros povos, realizando assim uma adaptação. Por exemplo, a religião e a filosofia romanas tinham claras influências da cultura mitológica grega, principalmente nos 1os séculos d.C.

. Entretanto, os romanos deixaram forte contribuição ao Direto, com a criação de uma série de leis que orientam até hoje o estudo jurídico do Direito.

. Além disso, a engenharia também foi extremamente influente, com estradas pavimentadas com técnicas utilizadas até hoje, a construção de pontes, muralhas e aquedutos.
OBS: Sobre as estradas romanas, havia tamanha ligação entre suas cidades que havia uma frase bastante conhecida da época e que retrata esta situação:
"Todos os caminhos levam a Roma".
INTERESSANTE: Os "Arcos da Lapa", que na realidade era um aqueduto que buscava água da floresta da Tijuca para o centro do Rio de Janeiro, é uma obra que exemplifica a influência romana na arquitetura moderna.

. Além disso, não podemos esquecer da grandiosa influência do LATIM, a língua que originou o Português, Espanhol, Italiano, Francês, Romeno e até mesmo parte da língua inglesa, e que somnte é oficialmente falada no Vaticano (o Estado Católico encravado no centro de Roma).

3. Questões Religiosas:

. A religião romana era um "mix" da religião grega, ligada a sua mitologia.
OBS: Esse mix tem um termo específico, e chama-se SINCRETISMO RELIGIOSO.

. Obviamente havia uma ligação também com as religiões romanas mais primitivas, com clara influência dos povos etruscos (assim como a arte romana também sofreu grande influência dos etruscos)

. Entretanto, as entidades greco-romanas eram mais cultuadas pela elite romana, ficando as divindades mais primitivas e ligadas aos povos etruscos cultuadas pelos plebeus.

. Os romanos basicamente eram politeístas e conviveram com muitos povos politeístas, não havendo registro histórico de conflitos entre eles, mas o que a História registra foram os inúmeros conflitos com os povos de religiões monoteístas, principalmente os povos da palestina, no caso os judeus,  posteriormente os cristãos.

. No caso dos judeus havia claramente a questão do domínio romano na região, onde os antigos hebreus não aceitavam sob hipótese alguma o jugo romano na região, o que levou a destruição da cidade de Jerusalém pelo general Tito em 70 d.C. Essa destruição da cidade (o famoso "Muro das Lamentações", em Jerusalém, é o que restou do antigo e suntuoso Templo de Jeová, construído pelo Rei Salomão.) levou os hebreus a 2a diáspora (dispersão hebreia pelo mundo).

. No caso dos cristãos, os conflitos iniciaram logo após a morte, segundo a Bíblia, de Jesus de Nazaré, quando apóstolos e discípulos de Cristo se espalharam plo mundo conhecido da época para efetuar "a pregação das boas-novas de Deus", pois o Cristianismo primitivo pregava ideais contrários aos ideais romanos (pacifismo, igualdade entre os Homens, humildade e a fé e adoração únicas em Deus), e como essas ideais contrariavam diretamente os interesses do Império (principalmente na questão do culto supremo ao Imperador) podemos afirmar que a perseguição aos cristãos teve um caráter muito mais POLÍTICO do que RELIGIOSO.

. Neste sentido, milhares de cristãos foram mortos pelo Império, mas que ao mesmo tempo, pela força das palavras do Evangelho, houve muitas conversões, inclusive de pessoas ligadas a elite romana (patrícios, senadores e líderes militares), o que provocou, por parte do Imperador romano Constantino (governou Roma entre 313-337 d.C), a assinatura do Edito de Milão, em 313 d.C, onde concedeu maior liberdade religiosa aos cristãos e, segundo a História, ele inclusive converteu-se ao Cristianismo.

. Segundo o wikipedia, "no decurso do século IV, o Cristianismo começou a ser tolerado pelo Império, para alcançar depois um estatuto de liberdade e converter-se finalmente, no tempo de Teodósio, em religião oficial do Estado. O imperador romano, por esta época, convocou as grandes assembléias dos bispos, os concílios, e a Igreja pôde então dar início à organização de suas estruturas territoriais".
IMPORTANTE: Com o Edito de Milão e consequentemente a criação da Igreja Católica Apostólica Romana, liderada pelo Papa (inicialmente era o Imperador, e no caso, Teodósio I), foram garantidos os direitos das atividades religiosas da nova igreja, que anteriormente já estava, mesmo que na clandestinidade, bastante estruturada. Ao aceitar o cristianismo, e criar assim a Igreja Católica, o Império Romano conquistava a adesão de uma grande multidão de fiéis, sobretudo a população pobre, e, o mais importante, de uma grande multidão de lideranças - os bispos. Assim, com a estatização do cristianismo, a Igreja Católica seria - e foi efetivamete - um instrumento de control político, social e ideológico do Império.

4. A crise do Império e o seu fim:

. Vários são os motivos para o fim do Império Romano e sua consequente fragmentação. Neste sentido segue abaixo os principais pontos, sejam eles INTERNOS ou EXTERNOS:

4.1 - FATORES INTERNOS:

a) CRISE DE VALORES ÉTICO-MORAIS: Corrupção, a sede pelo poder e as traições destruíam as relações de respeito existentes, seja na política ou no cotidiano;
b) CRISE ESCRAVOCRATA: Baseado econômica e socialmente na escravidão, o fim das conquistas levou o Império a ruína pela falta de mão-de-obra. Além disso, a religião cristã, com outros valores ético-morais, principalmente relativo a escravidão, enfraqueceu ainda mais a política belicosa e escravocrata do sistema;
c) CRISE ECONÔMICA: Com o fim das guerras e da fase expansionista do Império, e a consequente diminuição da m.obra e dos saques/espólios de guerra, aliado aos altos gastos governamentais para manter as estruturas do Império, bem como a vigilância das fronteiras e dos salários do exército levaram ao empobrecimento do Estado romano, e além disso, devemos levar em consideração a falta de alimentos, metais preciosos para cunhar novas moeda, o que provocou aumento do custo de vida, gerando pobreza e violência.

4.2 - FATOR EXTERNO - INVASÕES GERMÂNICAS: Os povos germânicos, chamados de BÁRBAROS pelos romanos, e que viviam mrginalizados do Império, e que literalmente moravam nas fronteiras do Império, principalmente aqueles que viviam ao norte do Império, cercaram as fronteiras e se aproveitando do enfraquecimento de todo o Império, passaram sistematicamente a invadir o território romano. O Imperador Teodósio II, numa tentativa de conter o avanço bárbaro, em 395 d.C. dividiu o império em 2 partes - Império Ocidental, sediado em Roma; e o Oriental, sediado em Constantinopla, atual Istambul, na Turquia. Mas, finalmente, depois de tantas crises, o Imperío sucumbiu aos povos bárbaros, especificamente os povos Hérulos, liderados por Odoacro, em 476 d.C., e assim o Império passou a ser fragmentado, dando origem, posteriormente, a um novo modelo sócio-econômico, o feudalismo.
OBS: De acordo com a História tradicional, a Idade Média começa a partir do fim do Império Romano do Ocidente (a queda de Roma em 476 d.C.), mas o feudalismo, enquanto sistema sócio-econômico, somente surge tempos depois, no séc. VI. O período de crise do Império Romano e tempos posteriores é conhecido como período de transição escravista-feudal, também conhecido como ANTIGUIDADE TARDIA. Finalmente, o Império Romano do Oriente, também conhecido como Império Bizantino, resistiu quase que 1 milênio depois, caindo nas mãos dos turcos-otomanos em 1453.

Bibliografia:

Nicolina L. et alli. História - Uma abordagem integrada - Volume único. 1a Edição. São Paulo: Editora Moderna, 2005

Sites do wikipédia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Igreja_Cat%C3%B3lica_Apost%C3%B3lica_Romana

http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_cat%C3%B3lica

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teod%C3%B3sio_I

terça-feira, 11 de junho de 2013

Conteúdos de filosofia - CEBSJ (turmas 1001 e 1002)

Olá prezados amigos do CEBSJ, turmas 1001 e 1002!

Segue abaixo alguns conteúdos que eu julgo importantes para a nossa prova bimestral de Filosofia que começará na semana que vem.

Então é isso, e mãos à obra!!!

Abraços!!!
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História da filosofia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A história da filosofia é um ramo da história e da filosofia. Ela é uma disciplina filosófica à parte, e ocupa bastante espaço no ensino secundário e universitário de filosofia no Brasil. Enquanto ramo da história, ela se ocupa de documentar e preservar os debates filosóficos. Enquanto ramo da filosofia, ela se ocupa em discutir filosoficamente, com os conceitos atuais da filosofia, tendo em vista o problema do anacronismo e os conceitos filosóficos do passado.

A história da filosofia é a disciplina que se encarrega de estudar o pensamento filosófico em seu desenvolvimento diacrônico, ou seja, a sucessão temporal das idéias filosóficas e de suas relações. Ela é uma parte da ciência positiva da História, exigindo o mesmo rigor nos métodos, a fim de reconstituir a seqüência da filosofia.

Como as idéias influenciam os acontecimentos e vice-versa, é comum que a história da filosofia precise recorrer a conhecimentos da história geral, para esclarecer seus conteúdos, assim como é costumeiro que esta recorra àquela, para contribuir na explicação dos determinantes de certos fatos. Dentro da história da filosofia, é possível fazer delimitações materiais e formais. No primeiro caso, assim como a História da Filosofia é subdivisão da História, pode haver a história da lógica, do empirismo ou do aristotelismo. No segundo caso, o das delimitações formais, a divisão que se faz diz respeito ao tempo, caso em que se equipara à organização empreendida pela História Geral.

Assim, costuma-se estudar a história da filosofia com a seguinte disposição: filosofia antiga, filosofia medieval, filosofia moderna e filosofia contemporânea.

A história da filosofia rastreia as várias teorias que buscaram ou buscam algum tipo de compreensão, conhecimento ou sabedoria sobre questões fundamentais, como por exemplo a realidade, o conhecimento, o significado, o valor, o ser e a verdade. O fazer filosófico, como toda construção do conhecimento, requer acúmulo das contribuições dos pensadores do passado. Sempre que um pensador se debruça seriamente sobre uma questão filosófica, está, mais ou menos conscientemente, rendendo tributo a seus antecessores, seja para contrapor-se a eles, seja para ratificar suas idéias, esclarecê-las e melhorá-las.

Filosofia Ocidental

Surgiu nos séculos VII-VI a.C. nas cidades gregas situadas na Ásia Menor.A história da filosofia é um ramo da história e da filosofia. Ela é uma disciplina filosófica à parte, e ocupa bastante espaço no ensino secundário e universitário de filosofia no Brasil. Enquanto ramo da história, ela se ocupa de documentar e preservar os debates filosóficos. Enquanto ramo da filosofia, ela se ocupa em discutir filosoficamente, com os conceitos atuais da filosofia, tendo em vista o problema do anacronismo e os conceitos filosóficos do passado.
A História da Filosofia é a disciplina que se encarrega de estudar o pensamento filosófico em seu desenvolvimento diacrônico, ou seja, a sucessão temporal das idéias filosóficas e de suas relações. Ela é uma parte da ciência positiva da História, exigindo o mesmo rigor nos métodos, a fim de reconstituir a seqüência da Filosofia.

A Filosofia ocidental tem uma longa história. Ela costuma ser dividida em quatro grandes eras:

a) Filosofia antiga - Estuda-se, em Filosofia Antiga, o surgimento da Filosofia e seu desenvolvimento pelos gregos, especialmente, e pelos romanos. Em geral, ela é repartida, tomando-se Sócrates como referência. Assim, há o período pré-socrático e o pós-socrático. Corresponde ao período compreendido entre os séculos VI e V a.C. Suas figuras de destaque são Platão e Aristóteles, além de outros de quem se sabe menos, como Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito, Parmênides, Empédocles e Demócrito. A transição entre esta etapa e a Filosofia Medieval não é muito nítida. Ela se dá quando o cristianismo ganha status e recorre ao pensamento grego, para dar fundamento teórico a suas teses. Em termos cronológicos, esse período coincide aproximadamente com a queda de Roma, no século V.

b) Filosofia medieval - A Filosofia Medieval se estende até aproximadamente o século XV, quando ocorre o que se chama Renascença. Ela está principalmente subordinada à Igreja Católica, e seus representantes capitais são Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. É quase totalmente uma filosofia escolástica. Há ainda alguns filósofos de origem árabe ou judaica, mas não fazem parte da tradição filosófica ocidental, embora seus trabalhos tenham sido fundamentais para que o pensamento antigo atingisse nossos dias.

c) Filosofia moderna - O período que compreende a Filosofia Moderna vai do final da Idade Média até fins do século XIX. Há propostas de que seja dividido em Filosofia da Renascença e Filosofia Moderna. A primeira é marcada pela descoberta de obras desconhecidas de Platão e Aristóteles, além de outras obras do mundo grego, sendo seus principais pensadores Maquiavel, Montaigne, Erasmo, More, Giordano Bruno etc. Na segunda, predomina “a idéia de conquista científica e técnica de toda a realidade, a partir da explicação mecânica e matemática do Universo e da invenção das máquinas”, nas palavras de Marilena Chaui, e seus representantes mais destacáveis foram Galileu, Bacon, Descartes, Pascal, Hobbes, Espinosa, Leibniz, Locke, Berkeley, Newton, Hume e Kant.
Filosofia contemporânea - Estendendo-se de meados do século XIX até nossos dias, é o período mais complexo de definir, afinal está em construção, e não temos o distanciamento afetivo e cronológico para nos ajudar a entendê-lo.

Características

A filosofia consiste no estudo das características mais gerais e abstratas do mundo e das categorias com que pensamos: Mente (pensar), matéria (o que sensibiliza noções como quente ou frio sobre o realismo), razão (lógica), demonstração e verdade. Pensamento vem da palavra Epistemologia "Episteme" significa "ter Ciência" "logia" significa Estudo. Didaticamente, a Filosofia divide-se em:

* Epistemologia ou teoria do conhecimento: e o estudo do conhecimento em si.
* Ética: trata do certo e do errado, do bem e do mal.
* Filosofia da Arte ou Estética: trata do belo.
* Lógica: trata da preservação da verdade e dos modos de se evitar a inferência e raciocínio inválidos.
* Metafísica ou Ontologia: trata da realidade, do ser e do nada!

Filosofia Oriental

Embora o termo filosofia seja de origem grega, a referência a uma filosofia ocidental é em oposição a uma filosofia oriental. Esta última é um tema controverso, uma vez que em relação ao oriente muitos afirmam que não ocorreu uma separação de ciência e religião, ou pensamento não-religioso como algo independente do pensamento religioso, como ocorreu no ocidente. Mas há quem afirme que o que falta é informação sobre o oriente: "Há, segundo penso, muitas concepções errôneas sobre a filosofia oriental, nem toda de orientação mística e religiosa." E há, ainda, quem discuta se a herança que os gregos receberam dos orientais, com os quais tinham contato, deu origem a filosofia. Contudo, a "maioria dos historiadores tende hoje a admitir que somente com os gregos começa a audácia e a aventura expressas numa teoria".


Entretanto, é possível citar pensadores do oriente que são amplamente conhecidos, como Confúcio, e obras conhecidas, como A Arte da Guerra. Bem como as inúmeras obras do Avicena e do Averróis.
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Filosofia greco-romana
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A filosofia greco-romana foi a maneira com que os antigos gregos e romanos sistematizaram, nos últimos cinco séculos antes de Cristo, uma forma de conhecimento, um modo de reflexão ou uma teoria da realidade. Esta filosofia pode ser classificada em dois períodos: o cosmológico e o antropológico clássico.

1 Classificação
1.1 Período cosmológico
1.2 Período antropológico clássico
1.3 Decadência
2 O período decadente e o cristianismo
2.1 A ideologia cristã
2.2 O triunfo histórico do cristianismo
3 A filosofia grega – cronologia
3.1 O Período Pré-Socrático
3.2 Período clássico
3.3 Período decadente
OBS: Para ver mais detalhes, consulte o wikipedia!

A filosofia grega – cronologia:

a) O Período Pré-Socrático
Desde o berço da Filosofia, em Mileto (séc. IV a.C.) até Sócrates. Buscam o princípio constitutivo do universo. São chamados de Físicos. Abrange também o movimento sofista na estruturação da "pólis" grega. O princípio da identidade e da contradição. O que é o ser?

b) Período clássico
Sócrates (419-349 a.C.) – A preocupação com o homem e com o significado da existência humana. O que é o conhecimento? A busca do diálogo, a ironia e a maiêutica como métodos. O perfil do filósofo. O exercício da ironia, a crítica das tradições, os usos e costumes, do próprio regime democrático grego, decretaram a sua morte por "não acreditar nos deuses e corromper a juventude".
Platão (458-357 a.C.) O dualismo grego é sacralizado: o sensível e o espiritual, o bem e o mal, a unidade e a pluralidade. O mundo das sombras e o mundo das idéias. O mito da caverna, o Bem Supremo. A pólis exige Justiça. A "paidéia" prepara o cidadão para a "polis". O filósofo é o mediador entre o sábio e o ignorante.
Aristóteles (301-379 a.C.) – Historiador e sistematizador de todo o pensamento grego anterior. É o criador da lógica formal e sistematizador das ciências no Organon (física, metafísica, lógica, matemática, psicologia, antropologia, ética, política etc). É tido como o maior dos filósofos gregos e um dos maiores da história da filosofia universal. Marca o apogeu da filosofia grega.

c) Período decadente
É composto por várias escolas que surgem com a desintegração do império helenista, a ruína da "pólis", cidade grega e o poderio crescente dos romanos. Entre estas escolas destacamos:
* helenismo;
* ceticismo;
* epicurismo;
* cinismo;
* estoicismo;
* neoplatonismo.

Repensando a filosofia de Platão, que dá arremate ao pensamento grego, dominando a filosofia patrística e medieval, até o séc. XIII d.C. quando sua influência é substituída por Aristóteles, a filosofia grega não é apenas um período do desenvolvimento de um processo histórico. É a origem e a matriz de toda a filosofia e de todo desenvolvimento que vem depois, no pensamento europeu. Descobrindo a razão, o Logos, a essência do mundo e do homem grego, criaram as categorias, uma contribuição para a chegada da ciência e da técnica, e a universalização do espírito ocidental (cf. Mirador, p. 4.614).

A filosofia romana

É um conjunto de escolas e seitas filosóficas no período de transição do paganismo ao cristianismo. Seu elemento é a "Koiné" que realiza o sincretismo grego – romano – judaico – oriental.

Destacamos:
* estoicismo – ascese cívica e política

* epicurismo - a busca da ataraxia e da aponia. O prazer é o fim da vida

domingo, 13 de janeiro de 2013

Por que o cinema é a 7a arte?

Agora a pouco eu me iz uma pergunta (coisa de historiador curioso): Por que o cinema é chamado de "a 7ª arte"? Bem, como eu não tenho nenhum livro específico sobre o assunto, recorri ao "Santo Google" e o que encontrei foi o seguinte, que repasso aos amigos e caso haja algo equivocado, que por favor mandem suas críticas a respeito.

Até!

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Numera%C3%A7%C3%A3o_das_artes

Numeração das artes
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A numeração das artes refere-se ao hábito de estabelecer números para designar determinadas manifestações artísticas.
O termo "sétima arte", usado para designar o cinema, foi estabelecido por Ricciotto Canudo no "Manifesto das Sete Artes" [1], em 1912 (publicado apenas em 1923).
Posteriormente, foram propostas outras formas de arte, umas mais ao menos consensuais, outras que foram prontamente aceites como o casa da 9ª Arte, que hoje em dia é uma expressão tão utilizada para designar a "banda desenhada" [2], como o é 7ª arte para o cinema.

Numeração das artes:
Presentemente, esta é a numeração das artes mais consensual, sendo no entanto apenas indicativa, onde cada uma das artes é caracterizada pelos elementos básicos que formatam a sua linguagem e foram classificadas da seguinte forma:
1ª Arte - Música (som);
2ª Arte - Dança/Coreografia (movimento);
3ª Arte - Pintura (cor);
4ª Arte - Escultura (volume);
5ª Arte - Teatro (representação);
6ª Arte - Literatura (palavra);
7ª Arte - Cinema (integra os elementos das artes anteriores mais a 8ª e no cinema de animação a 9ª).
Outras formas expressivas também consideradas artes foram posteriores adicionadas à numeração proposta pelo manifesto:
8ª Arte - Fotografia (imagem);
9ª Arte - Banda desenhada ou quadrinhos (cor, palavra, imagem);
10ª Arte - Jogos de Computador e de Vídeo (alguns jogos integram elementos de todas as artes anteriores somado a 11ª, porém no mínimo, ele integra as 1ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª arte somadas a 11ª desde a Terceira Geração dos Videogames);
11ª Arte - Arte digital (integra artes gráficas computorizadas 2D, 3D e programação).

Outras numerações, não tão consensuais, propõem o seguinte:

Numeração mais ou menos utilizada
1.Pintura;
2. Escultura;
3. Arquitetura;
4. Dança;
5. Musica;
6. Literatura;
7. Cinema;
8. Televisão;
9. Banda desenhada;
10. Jogos de Vídeo ou modelismo ferroviário;
11. Multimédia ou arte digital.

Numeração muito menos utilizada
1. Arquitetura;
2. Escultura;
3. Pintura;
4. Música;
5. Poesia;
6. Dança, mímica, teatro e circo;
7. Cinema;
8. Rádio, televisão e fotografia ou agrupados em "media arts";
9. Banda desenhada;
10. Arte digital ou RPG ou jogos de vídeo ou modelismo ferroviário (e por extensão modelismo de uma forma geral);
11. Culinária ou arte gráfica.

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http://mundoestranho.abril.com.br/materia/se-o-cinema-e-a-setima-arte-quais-sao-as-outras

Se o cinema é a sétima arte, quais são as outras?

As outras artes são arquitetura, pintura, escultura, música, literatura e teatro (incluindo a dança). São as chamadas Belas Artes, conceito que surgiu na Europa no final do século XVIII, junto com a proliferação das Academias de Arte, e que designa atividades preocupadas com a criação do belo, independente da sua utilidade prática. Quando, um século depois, as academias se transformaram em Escolas de Belas Artes, a expressão já estava consolidada - então com apenas seis artes. O cinema, inventado pelos irmãos Auguste e Louis Lumière no final do século XIX, é o lanterninha da lista. "No início, os filmes eram mais documentais, mas não demorou para que mostrassem que eram uma nova forma de arte", diz o historiador e cineasta Flávio Brito, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Foram os críticos e teóricos franceses, no começo do século XX, os primeiros a chamar o cinema de "sétima arte".

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Outras páginas:
http://pipocacombo.com/curtas-se-o-cinema-e-a-setima-arte-quais-sao-as-outras-seis/
http://filhodebarbeiro.blogspot.com.br/2010/06/setima-arte-quais-sao-as-outras-seis.html
http://leisdemerf.blogspot.com.br/2011/10/se-o-cinema-e-7-arte-quais-sao-as.html

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Hoje publiquei em meu facebook 2 posts relacionados 2 personalidades que particularmente admiro: Rickson Gracie e Bob Marley. Eles em comum? A consciência de lutar sempre pelo melhor! Assim, vejo também essa situação, muitas vezes, em minha profissão, e então segue o recado também no meu blog.

Levante! Resista! Lute pelos seus direitos!
Levante! Resista!: Não desista da luta!
(Bob Marley)



"Onde há desconforto não há medo. Nestas posições muito difíceis que você está em um pequeno pedaço do inferno, e através deste sofrimento diário, você aprende a sobreviver nestas situações.
Você tem que encontrar conforto em situações desconfortáveis. Você tem que ser capaz de viver em seu pior pesadelo. (...)
Isso condiciona a mente a construir esse foco, para aumentar a sua consciência, a sua capacidade de resolver problemas.
Às vezes, você não tem que ganhar. Você não pode vencer. Mas isso não tem nada a ver com a derrota. "
(Rickson Gracie)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Reportagem sobre a Educação Básica no Brasil no "Bom Dia Brasil" / Rede Globo e os resultados do IDEB/2011

Bom dia a todos e a todas!

Hoje pela manhã liguei a TV e vi no "Bom Dia Brasil" uma reportagem onde o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, analisou os resultados do IDEB/2011.

Veja nos links do Portal MEC também sobre a apresentação dos resultados em:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18013
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18014

Independentemente dos resultados, e os números "comprovam" as melhoras, a qualidade do ensino é péssima. Muita gente é culpada e/ou responsável, mas devemos realmente pensar no futuro que queremos para este país se realmente não fizermos algo produtivo pela educação.

Quando ainda trabalhava na indústria têxtil, em 2000, fiz estágio em uma escola estadual em Nova Friburgo e comentei inclusive isso com colegas de trabalho da empresa do quão assustado fiquei com a falta de infraestrutura básica. Anos passaram e a realidade ainda continua...

OBS: Até a Rede Globo confirma isso! Pena que essa reportagem e as análises somente são ditas às 8h da manhã...

Dinheiro, sabe-se, não falta. O que falta é realmente atacar os problemas reais da educação básica, e não há como negar que a falta de recursos aplicados na escola e a péssima remuneração dos profissionais de educação são verdadeiros e grandiosos problemas, mas não os únicos.

Entra político, sai político, era burocrata e sai burocrata, e os problemas continuam.

Sobre a reportagem, existem coisas questionáveis (sempre irão atacar as quotas ou colocar a educação/formação humana como fator econômico-capitalista) mas algumas coisas que foram ditas servem de reflexão, principalmente aos burocratas, pois concordo com o jornalista Chico Pinheiro: "qualquer burocratazinho ganha mais hoje no serviço público do que um professor! Qualquer prédio ou repartição pública em nosso país é melhor que a nossa escola!"

Até quando isso continuará?

Vejam também as reportagens do "Bom dia Brasil!"

Abraços a todos!